• Catarina Correia

Stress… durante a GRAVIDEZ


Atualmente é normal referir que se sente stressado. O stress é até bem aceite na nossa sociedade. Faz parte do quotidiano de todos nós e, por vezes, não é considerado como muito prejudicial.


Numa sociedade em que se privilegia o excesso de trabalho ao invés da qualidade de vida, é característico que o stress seja uma característica de alguém tido como bem-sucedido ou “the new normal”.


Não é incomum eu recomendar técnicas de meditação aos meus pacientes e ouvir: “Eu não tenho tempo para isso”, “Eu não consigo parar”, ou até “Isso não é para mim”.


Quem o expressa, na realidade, nunca parou para pensar no que está a dizer. Pensem comigo. Se alguém diz que não tem tempo para reservar um tempo do seu dia para abrandar os seus pensamen


tos, fazer umas respirações profundas e relaxar, significa que acha correto que o seu corpo seja produtivo 16h-18h por dia. Será que nunca ocorreu o pensamento de que o nosso corpo não é uma máquina? Que talvez tenham de mudar esta forma de pensar?


Hoje trago-vos uma investigação feita por uma docente da Universidade do Colorado e que mostra claramente o impacto que o stress faz numa mulher grávida e consequentemente no(s) seu(s) feto(s).






E é por isso que quando chega uma tentante ao meu consultório e me diz que se sente muito stressada, seja pelo trabalho ou pelo próprio processo de infertilidade, eu valorizo imenso esse quadro.


Valorizo, porque sei o que isso implica. Eu tenho consciência que esse stress, permanecendo, terá impacto, não só naquela mulher, mas também na sua filha/filho e posteriormente nos seus netos.


O stress não é giro. O stress não é inofensivo. O stress não deve ser negligenciado.








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