• Catarina Correia

A energia YIN

Atualizado: 5 de mai. de 2020


Por vezes em consulta, quando refiro que a mulher é Yin e falo na passividade, quase sempre reagem da mesma forma: "Eu não sou uma mulher passiva...". Isto deixou-me a pensar seriamente sobre a forma como este conceito começou a ser visto com um carácter negativo.

A mulher é naturalmente YIN. O homem é naturalmente Yang.

Ao longo dos tempos a mulher sentiu-se frágil por ser Yin. Afinal o Yin é a passividade, a dualidade, o feminino. Após a explosão sexual, a mulher achou que não poderia ser mais Yin para ser aceite, e que precisava de virar Yang para se fortalecer. Achou que o caminho seria esse e começou a esquecer o que é verdadeiramente ser Yin.

A passividade não é submissão, a passividade é ser maleável, flexivel e ter a capacidade de nos moldarmos às situações. É diferente de aceitar tudo. É aceitar o que é bom para nós. É ter o poder de pensar, sentir e intuir sem precipitação. É ver todos os lados do cubo. É o silêncio no meio da guerra. E por isso, é crucial para a mulher resgatar o seu Yin, aceitar a sua quietude. E isto é algo inato por excelência, no caso das mulheres. Afinal, há lá órgão mais Yin que o útero?

Todos nós temos o Yang e o Yin, sejamos mulheres ou homens. Precisamos de aceitar e todos os lados do cubo, só assim vamos conseguir perceber que somos todos uma esfera perfeita.

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